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O que é um sitemap (mapa do site) e por que o Google precisa dele

O que é um sitemap (mapa do site) e por que o Google precisa dele

O que é um sitemap (mapa do site) e por que o Google precisa dele

Imagine que você abriu uma loja em um prédio com quatro andares e vinte salas. O cliente entra, olha em volta e não encontra nenhuma placa. Ele até vai achar a sua sala, mas vai levar tempo — e talvez desista antes. Agora imagine que, logo na portaria, existe um quadro com a lista completa: sala por sala, andar por andar. É exatamente isso que o sitemap faz pelo seu site, só que o visitante nesse caso é o Google.

O nome assusta um pouco, mas o conceito é simples. Neste artigo você vai entender, sem termos técnicos, o que é um sitemap, por que ele importa para quem quer aparecer nas buscas, como descobrir se o seu site já tem um e o que fazer com ele depois.

O que é um sitemap, na prática

Um sitemap — em português, mapa do site — é um arquivo que lista os endereços de todas as páginas importantes do seu site. Ele quase sempre fica em um endereço padrão, algo como seusite.com.br/sitemap.xml, e é lido por máquinas, não por pessoas.

Dentro dele, cada página aparece como uma linha com o endereço e, geralmente, a data da última atualização. Nada além disso. Não tem design, não tem foto, não tem texto de venda. É uma lista, e a força dele está justamente em ser uma lista organizada que o Google consegue ler em segundos.

Existe também um segundo tipo, o mapa do site em HTML: aquela página com todos os links do site, feita para o visitante humano se localizar. Os dois são úteis, mas cumprem papéis diferentes. Quando alguém fala em "enviar o sitemap para o Google", está falando do arquivo XML.

Por que o Google precisa dessa lista

O Google descobre páginas navegando de link em link, como uma pessoa clicando pela internet inteira. Esse processo se chama rastreamento. Ele funciona, mas tem falhas: páginas novas demoram a ser encontradas, páginas que recebem poucos links internos passam despercebidas e sites recém-lançados, que ainda não têm ninguém apontando para eles, ficam praticamente invisíveis por um tempo.

O sitemap resolve isso pelo caminho mais curto: em vez de esperar o Google descobrir sozinho, você entrega a lista pronta. É a diferença entre torcer para o carteiro achar sua casa e mandar o endereço completo com ponto de referência.

Esteira em quatro etapas mostrando como o sitemap leva as páginas do site até o Google: publicar as páginas, listar tudo no arquivo sitemap.xml, enviar pelo Search Console e o Google indexar as páginas
Do site publicado ao resultado de busca, em quatro passos.

Quem mais ganha com um sitemap

Todo site se beneficia, mas em alguns casos o ganho é grande o suficiente para ser sentido em semanas:

  • Sites novos. Ninguém ainda linka para você. Sem sitemap, o Google pode levar bastante tempo até topar com o seu endereço.
  • Sites com blog. Cada post novo é uma página nova que precisa ser descoberta rápido para começar a trabalhar por você.
  • Lojas virtuais. Dezenas ou centenas de produtos, muitos deles a três ou quatro cliques da página inicial.
  • Sites que acabaram de ser reformados. Endereços mudaram, páginas foram criadas e removidas; o sitemap avisa o que passou a valer.
  • Sites com páginas pouco linkadas. Aquela página de serviço específico que só aparece no rodapé.

Vale dizer o que o sitemap não faz, porque essa confusão é comum: ele não coloca ninguém em primeiro lugar no Google. Ele resolve o problema de ser encontrado, não o de ser escolhido. Quem decide a posição é a qualidade do conteúdo, a velocidade do site e todo o resto que explicamos em o que é SEO.

Sitemap, robots.txt e Search Console: quem é quem

Esses três nomes costumam aparecer juntos e se misturam na cabeça de quem está começando. A tabela abaixo separa cada um:

Arquivo ou ferramentaO que fazComparação simples
sitemap.xmlLista as páginas que você quer que o Google conheçaA lista de endereços da portaria
robots.txtDiz quais áreas do site não devem ser rastreadasA placa de "acesso restrito"
Search ConsolePainel gratuito onde você envia o sitemap e acompanha o resultadoO canal direto com o Google

Na maioria dos sites bem configurados, o robots.txt inclui uma linha apontando para o endereço do sitemap. Assim, qualquer buscador que chegue ao site já sai sabendo onde está a lista completa.

Como saber se o seu site já tem um

Antes de criar qualquer coisa, confira: é bem provável que o seu site já tenha um sitemap gerado automaticamente. O teste leva menos de um minuto.

  1. Abra o navegador e digite o endereço do seu site seguido de /sitemap.xml.
  2. Se aparecer uma página com uma lista de links (às vezes com visual estranho, sem formatação), pronto: o sitemap existe.
  3. Se der erro 404, tente também /sitemap_index.xml — alguns sistemas usam esse nome.
  4. Não encontrou nenhum dos dois? Aí sim é caso de gerar.

Quem usa WordPress normalmente já tem: o próprio sistema cria um, e plugins de SEO substituem por uma versão mais completa. Sites feitos sob medida podem ter o arquivo gerado automaticamente pelo desenvolvedor — vale perguntar a quem cuida do seu site.

Como enviar o sitemap para o Google

Ter o arquivo é metade do caminho. A outra metade é avisar. O envio é feito pelo Google Search Console, a ferramenta gratuita do próprio Google, e o passo a passo é curto:

  1. Acesse o Search Console e confirme que o site é seu (o processo de verificação é explicado em nosso guia do Search Console para iniciantes).
  2. No menu lateral, entre em "Sitemaps".
  3. Digite sitemap.xml no campo indicado e clique em enviar.
  4. Aguarde. Em algumas horas ou poucos dias, o painel mostra quantas páginas foram lidas e se houve erro.

Feito uma vez, não precisa repetir a cada página nova: o Google volta a consultar o arquivo periodicamente, e sistemas como o WordPress atualizam a lista sozinhos quando você publica algo.

Erros que tiram o valor do sitemap

Um sitemap mal cuidado atrapalha mais do que ajuda, porque manda o Google gastar tempo em lugares errados. Os deslizes mais frequentes:

  • Listar páginas que já não existem. Endereços quebrados no sitemap passam a impressão de site abandonado.
  • Misturar endereços com e sem "www", ou http e https. Escolha uma versão e use sempre a mesma.
  • Incluir páginas irrelevantes, como resultados de busca interna, páginas de agradecimento ou área de login.
  • Esquecer de atualizar depois de uma reforma. É o erro mais caro: o site novo no ar e a lista antiga apontando para o que morreu.
  • Achar que o sitemap substitui a organização do site. Não substitui. Um site com boa estrutura interna é rastreado melhor — vale ver como organizar as páginas do site.

E se eu publicar conteúdo com frequência?

Aí o sitemap deixa de ser detalhe e vira rotina de trabalho. Cada artigo publicado precisa ser descoberto rápido para começar a atrair visitas, e a data de atualização registrada no arquivo é um sinal claro para o Google de que vale a pena voltar ali. É um dos motivos pelos quais um site com conteúdo constante é rastreado com mais frequência do que um site parado há dois anos, assunto que detalhamos em o que é um blog e por que ajuda no SEO.

Conclusão

O sitemap é uma daquelas peças invisíveis que não mudam a aparência do site, não aparecem para o cliente e mesmo assim fazem diferença: ele encurta o caminho entre publicar uma página e ela existir para o Google. Custa nada, leva minutos e evita o cenário chato de ter um site bonito no ar que ninguém encontra.

Se ao testar o endereço do seu site você não encontrou nenhum sitemap, ou encontrou um cheio de páginas antigas, esse é um sinal de que a parte técnica do site merece uma olhada. A TH Designer entrega os sites que desenvolve em Guarapari e região já com sitemap gerado, robots.txt configurado e o site enviado ao Google — sem que o cliente precise entender nada disso. Conheça nossos serviços e mande sua dúvida: a gente confere o seu caso e explica em português.

Perguntas frequentes

O que é um sitemap de forma simples?
É um arquivo que lista os endereços de todas as páginas importantes do seu site, geralmente disponível em seusite.com.br/sitemap.xml. Ele não é feito para pessoas lerem: serve para entregar ao Google, de uma vez, a lista completa do que existe no site, em vez de esperar que ele descubra tudo navegando de link em link.
Meu site precisa mesmo de um sitemap?
Todo site ganha com isso, e o ganho é maior em sites novos, com blog, com muitos produtos ou recém-reformados. Um site pequeno e bem organizado até seria encontrado sem ele, mas o sitemap acelera o processo e reduz a chance de páginas ficarem de fora. Como o custo é praticamente zero, não há motivo para não ter.
Como sei se o meu site já tem um sitemap?
Digite no navegador o endereço do seu site seguido de /sitemap.xml. Se abrir uma lista de links, ele existe. Se der erro, tente /sitemap_index.xml, que é o nome usado por alguns sistemas. Não encontrando nenhum dos dois, vale pedir a quem cuida do site para gerar e enviar o arquivo.
Ter um sitemap faz meu site subir no Google?
Não diretamente. O sitemap ajuda o Google a encontrar e indexar as suas páginas mais rápido, o que é um pré-requisito para aparecer nas buscas. A posição em si depende de outros fatores, como a qualidade do conteúdo, a velocidade do site, a experiência no celular e a relevância para o que a pessoa pesquisou.
Preciso atualizar o sitemap toda vez que publico uma página?
Na maioria dos sites, não. Sistemas como o WordPress e sites bem desenvolvidos geram o arquivo automaticamente e incluem as páginas novas assim que elas são publicadas. O envio no Search Console também é feito uma única vez: depois disso, o Google volta a consultar o arquivo sozinho, de tempos em tempos.
Thiones Braz — web designer em Guarapari

Thiones Braz

Web designer e desenvolvedor em Guarapari — ES. Cria sites profissionais, landing pages e sistemas sob medida na TH Designer, sempre com boas práticas e versionamento. Veja os serviços ou conheça o trabalho.

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