Decidir que a empresa precisa de um site é a parte fácil. A dúvida difícil vem logo depois: quem vai fazer esse site? Aparece o primo que "mexe com computador", aparece o anúncio de plataforma que promete um site pronto em dez minutos, aparece a agência com proposta de várias páginas e aparece o freelancer indicado por um cliente. Todos parecem ter razão, e os preços variam tanto que fica difícil comparar.
A verdade é que não existe uma opção certa para todo mundo. Existe a opção certa para o seu momento. Este artigo mostra como fazer essa escolha com critério: as três formas mais comuns de tirar um site do papel, o que perguntar antes de fechar, os sinais de alerta que aparecem antes de o problema virar prejuízo e o que precisa estar escrito no orçamento.
Antes de escolher, saiba o que você está comprando
Muita gente pede orçamento de site sem ter definido o que o site precisa fazer — e aí compara propostas que resolvem coisas diferentes. Antes de conversar com qualquer profissional, responda três perguntas:
- Qual é o objetivo? Receber pedidos de orçamento, vender produtos, mostrar um portfólio, aparecer no Google quando alguém procura pelo seu serviço na sua cidade.
- Quem vai atualizar depois? Você mesmo, alguém da equipe ou ninguém — porque o conteúdo praticamente não muda.
- Qual o prazo real? Existe uma data que importa (uma feira, uma temporada, o início de uma campanha) ou dá para fazer com calma?
Com essas respostas na mão, a conversa muda de tom. Você deixa de perguntar "quanto custa um site?" e passa a perguntar "quanto custa um site que faz isto aqui?". A diferença parece pequena, mas é ela que separa um orçamento comparável de um chute.
Os três caminhos possíveis
1. Plataforma pronta (você faz sozinho)
São os serviços de montar sites arrastando blocos, com mensalidade e modelos prontos. Custam pouco, ficam no ar rápido e não dependem de ninguém além de você.
O ponto que quase ninguém conta: o barato é o começo. O trabalho continua sendo seu — escrever os textos, escolher as fotos, organizar as páginas, ajustar o que quebra no celular. Se você tem tempo e gosta de mexer, funciona bem para testar uma ideia. Se você já corre atrás de clientes o dia inteiro, o site vai ficar pela metade por meses.
2. Freelancer ou estúdio pequeno
Aqui você contrata uma pessoa ou uma dupla que assume o projeto do começo ao fim. O custo é intermediário, o prazo costuma ficar entre duas e seis semanas e o site é feito para o seu negócio, não adaptado de um modelo genérico.
A grande vantagem é falar direto com quem executa: você explica o que precisa e a pessoa que ouviu é a mesma que vai fazer. A desvantagem é a dependência — se o profissional some, você precisa de alguém para assumir. Por isso o item sobre acessos, mais abaixo, é tão importante.
3. Agência
Agências têm equipes separadas por área: atendimento, design, programação, conteúdo, tráfego pago. Isso dá fôlego para projetos grandes, com muitas páginas, integrações e campanhas rodando junto.
Em troca, o custo é mais alto, o prazo é mais longo e existe uma camada de atendimento entre você e quem coloca a mão no site. Para uma loja de bairro ou um prestador de serviço da região, costuma ser mais estrutura (e mais conta) do que o necessário.
Comparando na prática
| Critério | Plataforma pronta | Freelancer ou estúdio | Agência |
|---|---|---|---|
| Investimento | Baixo, mensal | Médio, projeto fechado | Alto, com contrato |
| Prazo até o ar | Dias | 2 a 6 semanas | 1 a 3 meses |
| Seu esforço | Muito alto | Baixo | Baixo |
| Site sob medida | Limitado ao modelo | Sim | Sim |
| Contato com quem faz | Não existe | Direto | Via atendimento |
| Melhor cenário | Testar uma ideia | Negócio local que vende | Projeto grande |
Seis perguntas para fazer antes de fechar
Independentemente do caminho escolhido, essas perguntas revelam muita coisa — inclusive quando a resposta é vaga:
- O domínio e a hospedagem ficam no meu nome? Essa é a pergunta mais importante de todas. Se a resposta enrola, acenda o alerta: é o que separa ter um site de alugar um. Vale ler com atenção o artigo sobre quem é o dono do seu site.
- Os textos estão inclusos? Muito orçamento barato pressupõe que você vai entregar todo o conteúdo pronto — e é justamente aí que a maioria dos projetos trava.
- O que acontece depois que o site vai ao ar? Existe suporte, manutenção, atualização? Está incluído por quanto tempo e o que custa depois?
- Quantas alterações estão previstas? Um número claro de rodadas de ajuste evita discussão dos dois lados.
- Posso ver trabalhos parecidos com o meu? Não é sobre gosto: é sobre ver se aquele profissional já resolveu um problema como o seu.
- O site vai ser preparado para o Google? Endereços das páginas, títulos, descrições, velocidade e um site que funcione bem no celular fazem parte do básico, não de um pacote extra.
Sinais de alerta
Alguns comportamentos costumam antecipar dor de cabeça:
- Preço muito abaixo de todos os outros. Normalmente significa modelo pronto, sem textos, sem suporte, ou cobrança de tudo depois.
- Promessa de primeiro lugar no Google. Ninguém garante posição — quem promete está vendendo o que não controla.
- Nenhuma pergunta sobre o seu negócio. Quem não pergunta nada vai entregar um site genérico, porque é o único que dá para fazer sem informação.
- Proposta sem escopo escrito. "Faço seu site por X" não é orçamento. Precisa listar páginas, prazos, o que está incluso e o que não está.
- Demora para responder já na venda. Se o retorno é lento agora, imagine quando o site estiver no ar e algo parar de funcionar.
Boa parte desses tropeços aparece de novo em outro artigo nosso, sobre os erros comuns ao criar um site — vale a leitura antes de assinar qualquer coisa.
E o preço, afinal?
Comparar propostas só pelo valor final é o jeito mais rápido de escolher errado. Duas propostas com a mesma cifra podem significar coisas completamente diferentes: uma com textos, fotos tratadas, três meses de suporte e domínio no seu nome; outra com um modelo trocado de cor. Compare linha a linha o que cada uma entrega, e não só o total. Se quiser entender a formação do valor com calma, veja quanto custa fazer um site.
Conclusão
Escolher quem vai fazer o seu site é menos sobre encontrar o mais barato e mais sobre encontrar quem entende o que você precisa, escreve isso num orçamento claro e continua disponível depois da entrega. Defina o objetivo, faça as seis perguntas, desconfie do que parece bom demais e compare o conteúdo das propostas — não só o número no rodapé.
Se você prefere um caminho simples, com uma pessoa só respondendo por tudo e sem intermediário, a TH Designer trabalha exatamente assim: projeto sob medida para negócios de Guarapari e região, domínio e acessos sempre no seu nome, prazo combinado antes de começar e suporte depois que o site entra no ar. Dê uma olhada em nossos serviços e mande uma mensagem contando o que o seu negócio faz — a gente responde com uma proposta honesta, mesmo que a conclusão seja que você ainda não precisa de um site novo.

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